Sábado, Março 20, 2004
Mário Soares
A propósito da veia dialogante (com terroristas) do nosso ex-presidente. É uma pena o Hitler já ter morrido e já não ter aquele fantástico passatempo de deixar os judeus morrerem de fome e depois reduzi-los a cinzas. Se não lá estaria o Marocas, no seu estilo dialogante, a dizer ao Hitler: Oh Adolfo! vê lá se paras com isso...
Sexta-feira, Março 19, 2004
A Final da Taça
Depois de conhecidos os finalistas, meia dúzia de iluminados começaram a questionar o local da final da Taça de Portugal. Até lá não existiam dúvidas. Seria no Jamor. No Estádio Nacional, diga-se de passagem, uma obra prima da arquitectura, que ainda hoje deixa muitos especialistas da área de boca aberta, face à fantástica envolvente, e ao modo único de como as bancadas foram incrustadas naquela encosta. A final no Estádio Nacional encerra em si própria, uma mística única, face à tradição dos muitos anos em que ali foi jogada, com tristes e inaceitáveis excepções. O Estádio Nacional não tem ainda a dimensão histórica do Estádio de Wembley e das suas finais da taça de Inglaterra, mas transportando um pouco do que lá se passa para o nosso país é perfeitamente plausível fazer da festa da taça no Jamor um pouco daquilo que se passa em Wembley. Afinal, trata-se tão só do desejo mágico de lá poder estar, de pisar aquele relvado do Estádio Nacional, desde os grande clubes da primeira divisão, ao mais modesto de uma qualquer competição distrital. O único Luso-senão só resulta do facto de serem poucas as vezes dos chamados não grandes virem a disputar tão especial jogo. Perguntem a jogadores de clubes como o Farense, o Estrela da Amadora, o Beira Mar (só para citar alguns dos que tiveram a felicidade de disputar finais da taça, recentemente) e que não tendo oportunidade de jogar num grande, qual foi o jogo da vida deles, aquele que se tornou inesquecível. Foi com certeza o jogo da tarde encantada do Jamor, o jogo da final da Taça de Portugal. Por todas estas razões julgo que não é sequer questionável o local da final da Taça de Portugal. Tem mesmo que ser no Jamor. E quando se questiona a segurança, hão-de essas cabeças iluminadas explicar qual é a diferença de ser revistado por um polícia na Luz, nas Antas, em Alvalade ou no Estádio Nacional. Porque afinal é disso mesmo que se trata. Ou melhor a gente sabe que não é. A polémica, ou pseudo-polémica, só existe porque uns quantos bacocos continuam a querer trazer ao futebol, regionalismos saloios, separatismos grosseiros, guerras norte-sul impensáveis num país uno, indivisível, com as fronteiras mais antigas da Europa, com quase 1000 anos de uma história brilhante, e do qual todos nós nos devíamos orgulhar.
Quinta-feira, Março 18, 2004
“Tás” feito um político, Nuno Markl
Numa destas semanas estive a ver na TVI o “Homem que mordeu o cão” ao vivo e a cores, e a páginas tantas, com que me deparo eu? Com a figura do Nuno Markl em tronco nu (foi deprimente, confesso). O Nuno está numa considerável baixa de forma. Tem uma pança flácida e umas mamas de fazer inveja a muita gaja. E que paralelismo me veio logo à cabeça. Aquelas imagens degradantes do Mário Soares ou do Ferro Rodrigues no Verão Algarvio, a passearem os seus belos físicos à beira mar, ou aquelas superiores visões da maré a subir quando os ditos cujos se lançam à água. Já imaginaste Nuno, tu daqui a 20 anitos, a ser entrevistado na praia do Vau, a propósito do lançamento do livro Homem que mordeu o cão XXXIII, com umas mamas do tamanho das do Mário Soares. Mas isto é só a introdução desta minha parábola, as histórias bizarras do teu livro, do teu programa de rádio, do teu programa de televisão, estão a ser as linhas orientadoras das decisões estratégicas da nossa segurança nacional. Senão vejamos tu acabas de contar a tua visão catastrófica do ataque da Al-Qaeda ao mercado de Benfica, e o ministro da administração interna no dia seguinte decide que vai fechar as fronteiras. És um visionário meu caro Markl. Mais, esta decisão será implementada uma semana antes de começar o Euro, tempo mais que suficiente para impedir os terroristas de entrar em Portugal e prepararem um ataque do tipo de Madrid. Só encontro paralelo na decisão de terem posto um polícia à porta do edifício onde trabalho (após os atentados de Madrid), por num dos andares existir uma embaixada de um país asiático. Só que há um detalhe, o prédio tem uma entrada pelas traseiras (sempre aberta e sem policia), e um parque de estacionamento público (também sem policia). Depois de confrontar o policia com estes factos, ele descansou-me, e disse-me, enquanto passava a mão pelo bigode: o xenhor não xe preocupe, que o xenhor ministro dixe que os terrorixtax aqui entram xempre pela porta da frente, têm um craxa a dizer – o meu nome é mahomed e trbalho na Al-Queda e a muxila que aqui trago às costax é uma bomba.
Segunda-feira, Março 15, 2004
Verdade insofismável
George Bush, mais o loby americano dos fabricantes de armamento, são os principais culpados do que aconteceu em Madrid, e agora também dos nossos receios. Pena foi que Blair, Aznar e Barroso, tenham ido na cantiga. E ainda não percebo se ingenuamente, ou se por interesses que ainda não percebi quais são, sendo que estamos todos integrados numa coisa chamada União Europeia.
Domingo, Março 14, 2004
Vitória da globalização, derrota da mentira
Sem ningém contar o PSOE ganhou as eleições em Espanha. Diga-se que a vitória foi conquistada nos últimos três dias, depois dos tristes acontecimentos em Madrid. E pode-se mesmo afirmar, à laia do que se costuma dizer no futebol, que o PP fez mais para perder, do que o PSOE para ganhar as eleições. Foi surpreendente vermos os Espanhois afirmar aos repórteres portugueses em Madrid, que não podiam aceitar que ao verem as notícias na CNN, na Sky News, no Canal Plus (francês), fosse afirmado que o autor dos atentados em Madrid era a Al-Qaeda, e o Governo PP continuasse a afirmar que ali havia dedo da ETA. A revolta do povo espanhol era evidente. Não houve contemplações, nem perdões. Nas urnas o povo julgou o protelar da mentira do governo, que ia sendo contrariado pela chamada globalização. Neste caso, ao alcance de um comando de televisão. Talvez sirva de lição a outros.
GNR de Marco de Canavezes
Diz o Expresso hoje que a GNR de Marco de Canavezes, não cumpriu a lei ao multar o seu presidente da câmara em mil euros, quando essa é a muldura penal para jogos amadores, o que não era o caso, visto tratar-se de um jogo considerado profissional, por ser da 2ª Liga. Estou convencido que o Expresso se equivocou. A multa foi a GNR que a passou a si própria face ao amadorismo da sua actuação. O presidente da câmara deve continuar impune... porque aquele é o seu reino.
Sexta-feira, Março 05, 2004
O Avelino
Podíamos dizer tanta coisa sobre um tal de Avelino Ferreira Torres. Mas não vale a pena. Era estar a perder tempo com insignificâncias.
Terça-feira, Março 02, 2004
Estes politicos estão definitivamente loucos
Ainda não acredito no que li no Expresso (“Os últimos resistentes à nova regionalização”). Desde a diarreia mental de Fernando Gomes (ex-presidente da Câmara do Porto), que dizia sonhar com a região (institucional) Galaico-Duriense, que não via (lia) tanto absurdo junto, em tão pouco espaço. Eu sei que não me devia espantar, vindo estas notáveis ideias de políticos, neste caso particular, de autarcas*. A ambição desenfreada pelo poder tem definitivamante associada a loucura e a imbecilidade. Se não vejamos. Diz o Expresso que o país-autarca anda em pé de guerra com a nova divisão territorial. As Beiras não se entendem. Castelo-Branco e a Guarda estão incompatibilizadas. Belmonte e Covilhã da velhinha Beira-Baixa vão juntar-se à nova Região das Beiras, liderada pela Guarda. O Fundão e Penamacor ficam com Castelo-Branco, na nova Região Interior Sul. Ao que parece o velhinho Distrito de Portalegre, pode vir a integrar esta última região, descolando do Centro Alentejano (mais ou menos o velhinho Distrito de Évora), amputado de alguns Concelhos, que se juntam à nova Região do Baixo Alentejo, liderada por Beja (como por exemplo Campo-Maior). Imutável, ao que parece, mantem-se o Algarve. A Região da Grande Lisboa, é mais uma nova região, englobando Lisboa e Setúbal (adeus Estremadura), roubando ainda alguns concelhos a Santarém (por exemplo, Vila Franca de Xira, ex-Ribatejo). Surge ainda a Leziria do Tejo, ficando nesta a mandar Santarém. Acima da Região de Lisboa surge a nova Região do Oeste (também ex-Estremadura), que ainda ninguém sabe quem vai liderar. Não pertencem nem a Lisboa, nem a Leiria, que fica assim mesmo a nova Região de Leiria (o concelho e pouco mais). Mais ou menos no centro geográfico de Portugal, vai ainda surgir um tal de Médio-Tejo, outrora parte dos velhinhos distritos de Castelo Branco (velhinha Beira-Baixa) e Santarém (velhinho Ribatejo). Aqui também ninguém sabe quem manda. Coimbra, Aveiro e Viseu, também vão ser nomes de novas regiões, que não passarão dos actuais distritos com ligeiras modelações. E no Norte de Portugal. No norte de Portugal, o velhinho Trás-os-Montes, passa a ser ele próprio (liderado por Bragança) sem os concelhos junto ao Rio Douro (liderados por Vila Real) e que passa a ser a nova Região do Douro. Junto ao Porto é a confusão total. Para além da nova região do Porto, que ficará com Santa Maria da Feira, Vale de Cambra e Arouca (todas ex-Beira Litoral, ex-distrito de Aveiro), surgem as novas regiões do Vale do Sousa (cinco “grandes” concelhos!!!, a saber, Mondim de Basto, Celorico de Basto, Amarante, Baião e Marco de Canavezes) e a região do Baixo Tâmega (mais três ou quatro concelhos da dimensão dos anteriores). O velhinho Minho, aparece dividido e três?!?!?! Vale do Minho (Valença e mais uns quantos) lá em cima encostado a Espanha, Valimar (parece marca de congelados) a meio do velhinho Minho (Viana, Ponte de Lima, e arrabaldes) e o Minho própriamente dito liderado por Braga.
Que comentário me apraz fazer. Foda-se, vão-se embora que o país (velhinho) agradece.
*Autarca (definição neste Blog): indíviduo pessoalmente e profissionalmente frustado. Nunca fez nada de positivo na vida. Especialista em esbanjar dinheiro que não é dele, e que não lhe custou nada a ganhar. Vive na ilusão de que tem muito poder. Com o passar dos mandatos a ilusão de poder acentua-se, chegando a atingir estados de alucinação e delírio (vidé Avelino Ferreira Torres, no último fim de semana). O rendimento e fortunas pessoais tende a crescer exponencialmente em relação ao número de mandatos.
Que comentário me apraz fazer. Foda-se, vão-se embora que o país (velhinho) agradece.
*Autarca (definição neste Blog): indíviduo pessoalmente e profissionalmente frustado. Nunca fez nada de positivo na vida. Especialista em esbanjar dinheiro que não é dele, e que não lhe custou nada a ganhar. Vive na ilusão de que tem muito poder. Com o passar dos mandatos a ilusão de poder acentua-se, chegando a atingir estados de alucinação e delírio (vidé Avelino Ferreira Torres, no último fim de semana). O rendimento e fortunas pessoais tende a crescer exponencialmente em relação ao número de mandatos.
Pena de morte: nunca porque os juízes também erram
Mais um desafio Inteligente
Portugal: José, português, foi condenado e preso por homicídio qualificado. 25 anos de pena máxima. Assim decidiu um juíz de uma qualquer comarca. A pena máxima foi justificada, pelo facto de as provas não permitirem a existência de qualquer dúvida, sobre a participação de José em tão horrível crime. Apesar de a viatura utilizada no crime estar cheia de impressões digitais do José, e de esta ser sua propriedade, este nunca confessou o crime e nunca colaborou na investigação. Mais, o José clamou sempre por inocência. O homicídio consumado após a violação da vítima foi caracterizado, como de estarmos perante a prática de violência gratuita, brutal, e com o maior despreso pela vida e condição humana.
Texas, EUA: Joseph, Texano, foi condenado e preso por homicídio qualificado. Pena de morte. Assim decidiu um juíz de....
Portugal: após o cumprimento de 10 anos de pena, e no seguimento de investigações de outros crimes, José foi libertado. Um outro indíviduo, num processo em que colaborava com a justiça com a promessa de atenuação da sua própria pena, confessou o crime atribuído a José. Tinha roubado a viatura de José e utilizado a mesma na execuçãdo crime. José foi indeminizado pelo Estado Português, num reconhecido erro judicial.
Texas, EUA: o Joseph estava morto e enterrado...
PS: a história lusitana é mais ou menos verídica, como foi notíciado à algum tempo atrás, em muita da comunição social. A história Texana... talvez também seja verdadeira.
Portugal: José, português, foi condenado e preso por homicídio qualificado. 25 anos de pena máxima. Assim decidiu um juíz de uma qualquer comarca. A pena máxima foi justificada, pelo facto de as provas não permitirem a existência de qualquer dúvida, sobre a participação de José em tão horrível crime. Apesar de a viatura utilizada no crime estar cheia de impressões digitais do José, e de esta ser sua propriedade, este nunca confessou o crime e nunca colaborou na investigação. Mais, o José clamou sempre por inocência. O homicídio consumado após a violação da vítima foi caracterizado, como de estarmos perante a prática de violência gratuita, brutal, e com o maior despreso pela vida e condição humana.
Texas, EUA: Joseph, Texano, foi condenado e preso por homicídio qualificado. Pena de morte. Assim decidiu um juíz de....
Portugal: após o cumprimento de 10 anos de pena, e no seguimento de investigações de outros crimes, José foi libertado. Um outro indíviduo, num processo em que colaborava com a justiça com a promessa de atenuação da sua própria pena, confessou o crime atribuído a José. Tinha roubado a viatura de José e utilizado a mesma na execuçãdo crime. José foi indeminizado pelo Estado Português, num reconhecido erro judicial.
Texas, EUA: o Joseph estava morto e enterrado...
PS: a história lusitana é mais ou menos verídica, como foi notíciado à algum tempo atrás, em muita da comunição social. A história Texana... talvez também seja verdadeira.
Segunda-feira, Março 01, 2004
Blogamente incorrecto
Eram uma vez dois Blogs. Eu acrescentava, dois fantásticos Blogs. O Gato Fedorento, e O meu pipi. O primeiro converteu-se em programa de televisão, o segundo em livro. Quem perdeu? A blogosfera. O Pipi não tuge nem muge desde o longínquo 15 de Dezembro, e o Blog do Gato Fedorento virou TV Guia, onde é anunciado o conteúdo do próximo programa. É pena, mas é mesmo assim... O cash fala mais alto. Paciência.